
Com R$ 898.450 em recursos recebidos, a campanha de Rosival Possidônio é alvo de questionamentos de uma fonte anônima sobre gastos, estrutura eleitoral e alianças políticas. Capturas encaminhadas à reportagem mostram R$ 499.700 em publicidade impressa.
Entre os números da campanha e os relatos de bastidores, a candidatura de Rosival Possidônio do Nascimento, do Republicanos, à Câmara dos Deputados pelo Pará reúne questionamentos sobre despesas, estrutura eleitoral e posicionamento político. Uma fonte anônima que forneceu informações à reportagem aponta suspeitas sobre a correspondência entre os recursos recebidos e as atividades realizadas durante a disputa de 2026.
As capturas de tela encaminhadas à reportagem, identificadas como páginas do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, mostram R$ 898.450 em recursos recebidos. Desse total, R$ 620 mil aparecem como recursos financeiros, equivalentes a 69,01%, e R$ 278.450 como recursos estimáveis em dinheiro, correspondentes a 30,99%.
No ranking de doadores exibido nas imagens, a Direção Nacional do Republicanos aparece com R$ 580 mil, ou 64,56% das receitas. A Direção Estadual do Republicanos no Pará figura com R$ 318.450, equivalentes a 35,44%. Esses valores identificam os repasses por doador e abrangem o total de recursos apresentado.
Impressos concentram as despesas
O quadro de despesas mostra R$ 499.700 em publicidade por materiais impressos, distribuídos em três lançamentos. A categoria representa 96,15% dos gastos relacionados no demonstrativo.
Os outros registros exibidos são de serviços advocatícios e contábeis, com R$ 10 mil e um lançamento cada. O sistema apresenta 1,92% para cada uma dessas categorias. Juntos, os valores mostrados somam R$ 519.700.
A fonte questiona o volume de materiais produzido e sua distribuição durante a campanha. Segundo o relato, os pagamentos dos impressos teriam sido concentrados em uma única fornecedora. Os três lançamentos exibidos na captura identificam a quantidade de registros da categoria; a imagem não apresenta o detalhamento dos destinatários desses pagamentos.
Quais materiais foram contratados? Quantos exemplares foram entregues? Em quais municípios circularam? São essas as perguntas levantadas pela fonte sobre a relação entre o investimento informado e a presença da campanha nas ruas.
Como a estrutura foi custeada?
Os relatos também apontam ausência de despesas declaradas com transporte, combustível, hospedagem, locação ou cessão de veículos, alimentação de equipes, contratação de pessoal e mobilização de rua.
Segundo a fonte, os questionamentos alcançam ainda impulsionamento nas redes sociais, criação de páginas de internet, jingles, vinhetas, segurança e estrutura de comitês. Em um estado com a extensão territorial do Pará, o relato questiona como foram organizados os deslocamentos e as atividades presenciais da candidatura.
Os R$ 278.450 em recursos estimáveis integram essa discussão. Essa modalidade corresponde a bens e serviços disponibilizados à campanha, e seu detalhamento pode esclarecer parte da estrutura utilizada.
A diferença entre os R$ 620 mil em receitas financeiras e os R$ 519.700 em despesas relacionadas é de R$ 100.300. A fonte questiona a destinação desse valor no período retratado pelo levantamento. O saldo efetivo depende da movimentação bancária e das demais operações registradas nas contas.
Alianças sob questionamento
Na esfera política, a fonte questiona a relação de Rosival com a base que, segundo seu relato, apoiava Hana Ghassan, Helder Barbalho e Chicão. A alegação é de que o candidato teria evitado mencionar esses nomes e demonstrar publicamente esse alinhamento durante a campanha.
Os relatos apontam ainda uma suposta aproximação com um médico e ex-prefeito de Ananindeua, descrito pela fonte como ligado à oposição. A possível articulação é associada, no relato, a uma alegada dificuldade financeira da candidatura, levantando perguntas sobre os apoios buscados durante a disputa.

Entre a imagem pública e os bastidores
Os questionamentos também alcançam a conduta pessoal de Rosival. Segundo a fonte anônima, ele manteria um possível relacionamento extraconjugal com uma mulher citada nos relatos sobre seus bastidores. A fonte alega que a relação se estenderia por mais de 12 anos e menciona supostos encontros durante a pré-campanha e o período eleitoral.
E como dito na materia anterior, segundo fontes teria custeado com fundo eleitoral uma especie de lua de mel eleitoral em diversos interiores no Pará incluindo alter do chão
As capturas acrescentam números à discussão financeira, enquanto as alegações sobre estrutura, alianças e vida pessoal permanecem atribuídas à fonte. O material recebido não inclui manifestação de Rosival, do partido ou da fornecedora mencionada, nem decisão judicial que reconheça desvio ou ocultação de despesas.
Depois da “campanha Lua de Mel”, vem o Círio. A passagem entre a disputa eleitoral e o tempo de devoção dá sentido ao título “O santo e o profano”. As perguntas sobre os recursos e os bastidores da candidatura seguem em aberto.


Os dados exibidos nas capturas
| Item | Valor | Percentual |
|---|---|---|
| Total de recursos recebidos | R$ 898.450 | 100% |
| Recursos financeiros | R$ 620.000 | 69,01% |
| Recursos estimáveis | R$ 278.450 | 30,99% |
| Direção Nacional do Republicanos | R$ 580.000 | 64,56% das receitas |
| Direção Estadual do Republicanos — Pará | R$ 318.450 | 35,44% das receitas |
Origem: capturas de tela encaminhadas pelo usuário, identificadas como páginas do DivulgaCandContas. Os recortes não exibem o nome do candidato nem a data de atualização.
A distribuição das despesas
Soma dos valores exibidos: R$ 519.700.
Publicidade por materiais impressos: R$ 499.700; três lançamentos; 96,15%.
Serviços advocatícios: R$ 10 mil; um lançamento; 1,92%.
Serviços contábeis: R$ 10 mil; um lançamento; 1,92%.


Essa segunda parte da materia por fontes mostra que depois da lua de mel, vem o cirio
Estamos no aguardo de mais informações sobre a investigação e até o momento não conseguimos contato com Rosival Possidônio